
Uma forma de geração distribuída já bem difundida é a energia solar. Na imagem, painéis de captação de energia solar.
A Geração Distribuída localiza-se, por definição, próxima das cargas elétricas. Suas unidades geradoras, além de suprir a energia localmente, possuem condições próprias para desempenhar um papel importante para o conjunto do Sistema Interligado, até mesmo quando paradas (caso dos geradores de emergência, por exemplo), pois aumentam as reservas de potência junto a essas cargas; por conseguinte, reduzem os riscos de instabilidade e aumentam a confiabilidade do suprimento.
A GD possui as seguintes características:
- derivar de diversas fontes primárias de energia, tanto renováveis (biomassa, lixo etc.) quanto não renováveis (sobretudo gás natural);
- não se vincula a uma tecnologia específica: há muitas possibilidades técnicas em operação e várias em desenvolvimento;
- não implica em propriedade: o(s) equipamento(s) gerador(es) junto ao consumidor pode(m) ser, ou não, de sua propriedade; a sua gestão e a sua operação podem correr ao encargo dele próprio ou de terceiros, inclusive, como já ocorre em outros países, de concessionárias de energia elétrica;
- não implica em dimensões de geração máxima ou mínima;
A importância da Geração Distribuída no atendimento às necessidades de energia elétrica começou a se destacar nas últimas décadas, quando muitos países optaram pelo regime de competição nesse setor e passaram a incentivar a evolução de tecnologias de geração com eficiência e confiabilidade crescentes, mesmo em baixas potências. No caso do Brasil, a operação desse sistema só teve início na década de 90 com a reforma do setor elétrico.
A GD pode trabalhar seguindo duas vertentes: como Reserva Descentralizada ou como Fonte de Energia. A Reserva Descentralizada funciona como um parque descentralizado capaz de suprir as mais diversas necessidades, tais como: excesso de demanda (demanda de ponta); cobertura de apagões localizados ou generalizados; seja para melhorar as condições qualitativas do fornecimento em regiões atendidas deficientemente (em voltagem ou em freqüência); por razões estruturais ou por razões conjunturais e momentâneas.
Já trabalhando como Fonte de Energia, essencialmente, volta-se para atender cargas que lhe são contíguas, seja para autoconsumo industrial ou predial (comercial, residencial ou atendimento público como hospitais, terminais aeroportuários ou símiles), com ou sem produção de excedentes exportáveis, seja para suprir necessidades locais de distribuição de energia.
Sua grande vantagem sobre a geração central é a economia em investimentos na transmissão e redução das perdas nestes sistemas, melhorando a estabilidade do serviço de energia elétrica. Além de diminuir os grandes impactos ambientais causados pelas longas linhas de transmissão da geração central.
Pode-se afirmar que a Geração Distribuída não compete e, sim, complementa e melhora o Sistema baseado na Geração Centralizada.